21 maio 2008

"Better Than Chocolate": um filme sobre diversidades sexuais - Conferência GLBTT

Escolhi falar deste filme na verdade como um gancho para relatar minha experiência como delegada na Conferência Estadual GLBTT de Santa Catarina, mas vamos com calma, primeiro o filme.

Better Than Chocolate é um clássico do cinema lésbico, uma comédia romântica um pouco previsível [como todas as comédias românticas conseguem ser] mas também bastante divertido e com personagens bem variados e interessantes. A produção canadense de 1999 conta a história de Maggie (Karyn Dwyer), uma lésbica assumida mas que ainda esconde sua sexualidade da mãe e irmão. A farsa fica mais difícil de manter uma vez que a mãe se separa do marido e resolve ir morar na casa da filha, que na verdade nem casa tem, está dormindo no sofá da livraria lésbica onde trabalha.

Maggie acaba arranjando um apê temporário, de uma mulher que dá aulas de educação sexual e tem vibradores e dildos espalhados por todos os cômodos. Claro que isso acaba gerando várias situações cômicas, quando a mãe e o irmãos tropeçam pelos dildos na casa, ou abrem um armário com caixas etiquetadas "camisinhas" e "lubrificantes" e fingem que não vêem. Até achei meio engraçado da primeira vez que vi o filme, mas agora penso que é um pouco piada pronta demais.
De qualquer forma, a melhor cena relacionada a essa situação é quando a mãe dela encontra por acaso uma caixa cheia de vibradores e dildos escondidos embaixo da cama e resolve experimentar um deles... impagável.

O romance fica por conta da relação de Maggie e Kim (Christina Cox, a melhor atriz no filme na minha opinião e uma favorita das lésbicas), que fiéis aos estereótipo se mudam juntas ainda no primeiro encontro. A química entre elas é fenomenal, e as cenas de sexo [sim, cenaS de sexo, porque o filme tem várias, uma verdadeira exceção, e muito bem vinda] são das melhores do meu acervo. Inclusive mencionei a cena de sexo onde elas usam tinta e fazem um quadro com seus corpos em outro post como sendo um dos meus oito desejos antes de morrer: unir sexo e arte. Outra memorável acontece no banheiro da boate... vamos lá meninas, admitam... familar, certo?

Uma personagem interessante na história é a transgênero Judy [eu utilizo o termo transgêreno aqui, em vez de travesti ou transsexual, porque é como ela se declara] que é apaixonada pela dona da livraria, a butch Francis. Esse relacionamento é um que eu gostaria de ver mais explorado, porque realmente é uma coisa que não vemos muito no cinema queer. Já vi bastantes documentários a respeito, mas filmes poquíssimos.
Judy assume a identidade de gênero feminina e, enquanto mulher, se ve atraída por outra mulher, uma lésbica: exatamente o tipo de situação que nos leva a refletir e desconstruir conceitos culturalmente enraizados, nos leva a separar identidade de gênero de sexualidade. O problema dentro do filme é que isso é feito de maneira um pouco didática demais pro meu gosto, quase que catequizando o espectador através de melodrama. Mas sendo este um assunto ainda tão delicado, talvez um pouco de didática demais não seja assim de todo mal. Destaque pra cena onde ela canta na boate a música "I'm not a fucking drag queen", uma das melhores do filme.

Um ponto forte de Better Than Chocholate pra mim é que consegue abranger várias expressões de sexualidade e identidade. Além dos pontos já citados, ele não deixa de lado nem a bissexualidade e tampouco a heterossexualidade. É claro que o foco principal é a relação homossexual entre Maggie e Kim, mas diferentemente de outros filmes com a mesma proposta ele não se limita a isso. Outra funcionária na livraria, Carla, é bi e acaba se envolvendo com o irmão de Maggie, Paul, que é heterossexual, e a cena de sexo entre eles é bem interessante também.

Há ainda um sub-enredo sobre liberade de expressão, censura, obscenidade e arte, que se inicia quando os livros com temática lésbica são detidos na alfândega e confiscados por serem taxados como obscenos, uma história livremente baseada em fatos reais. Os protestos e recursos são até interessantes de acompanhar, mas esta parte da história também peca por ser didática em excesso.

Resumindo, o filme tem alguns probleminhas mas no fim das contas é um ótimo programa pra assistir com as amigas, namorada ou amigos e amigas hétero. As legendas em português estão disponíveis no opensubtitles e o filme é bem tranquilo de achar pela internet, por ser um favorito das lésbicas.


Conferência GLBTT de SC

Agora às notícias mais pessoais.... Semana passada participei como delegada na Conferência Estadual GLBTT daqui de Santa Catarina e foi um dos programas mais divertidos e interessantes dos últimos tempos pra mim [na foto embaixo sou eu e minhas amigas também representantes sapas de SC, eu sou a segunda da esq. pra dir.]. Aprendi muita coisa sobre sexualidade e identidade de gênero e isso me levou a refletir um pouco sobre como quando a gente se resolve às vezes dá o assunto por encerrado. Sim, sou lésbica e muito bem resolvida com isso, mas há todo um escopo de expressões de sexualidade por aí, e somando-se à isso identidade de gênero... muito o que pensar...

Aprendi bastante sobre políticas públicas e sobre como pela primeira vez na história um governo teve a iniciativa de convocar uma conferência GLBTT, para junto com a comunidade decidir essas políticas que entrarão em vigor nos próximos anos. Sem dúvida é um passo histórico e estou bastante otimista em relação a ele, acho difícil que todos os objetivos estabelecidos pela Conferência sejam alcançados na sua totalidade, mas acredito que daremos avanços importantes.

É claro que me diverti horrores também, porque ninguém é de ferro, e conheci muita gente interessante. Como descrever a experiência de ficar tomando cerveja e tocando violão até altas horas no meio de gays, lésbicas, bis, transsexuais, travestir e héteros? Coisa única. Quem sabe essa relação com a diversidade seja algo um pouco mais comum. E quando digo isso não falo só do mundo heterossexual não, eu vejo que nós lésbicas por exemplo também temos a tendência de ficarmos segregadas, só entre nós.

Talvez seja esse isolamento que nos leve a não sermos tão ativas na militância pelos direitos LGBT. Na reunião para escolher quem representaria SC na Conferência em Brasília [eu fui uma das contempladas!] ouvimos vários relatos de pessoas que foram à conferências em outros estados e disseram que a representatividade lésbica é pouquíssima. Meninas, precisamos participar mais da esfera política e militante, precisamos lutar pelos nossos direitos também. Afinal, todas nós sofremos com preconceito e por não ter os mesmos direitos. A discussão desses assuntos na nossa comunidade lésbica é muito grande, estamos sempre conversando e debatendo sobre igualdade e aceitação, então esta é a nossa chance de realmente fazer alguma diferença em relação a isso tudo.

Até então eu nunca tinha participado de nada do gênero, e preciso dizer que a experiência foi ótima. Então fica aí o meu recado meninas, vamos tentar participar mais ativamente desses encontros, vamos ver se aumentamos o número de lésbicas na militância. E podem deixar que eu escrevo como foi a Conferência em Brasília aqui no blog também.

10 maio 2008

"This Film Is Not Yet Rated": a "censura" do sistema de classificação de filmes

Um documentário pra variar um pouco. Este trabalho entra no intrincado sistema de classificação de filmes norte-americano, aquela complicada distinção entre os filmes classificados como:
G (General Audiences, para todo o público);
PG (Parental Guidance, sugere orientação dos pais);
PG-13 (Parental Caution, alguns materiais podem ser inapropriados para crianças menores de 13 anos);
R (Restricted, nenhuma criança de abaixo de 18 pode ir sem estar acompanhada de um pai);
NC-17 (No Children 17 or under, menores de 18 não podem ir, ponto).

O que isto tudo tem a ver com lésbicas eu já ouço minhas leitoras se perguntando... Simples, o sucesso comercial do filme e o tipo de distribuição que ele terá está muito ligado à como ele é classificado, e os filmes com temática homossexual sofrem discriminação por serem quase sempre taxados como NC-17, limitando em muito o público permitido nas salas de cinema e na maneira de promover o filme.

Pode parecer meio burocrático demais para ser um assunto interessante, mas o diretor Kirby Dick consegue mostrar tudo isso bem melhor do que eu. Ou seja, de uma maneira bem divertida e fácil de acompanhar, começando já pela animação inicial que explica o que é cada classificação.

Uma das primeiras entrevistadas é Kimberly Peirce, a diretora de Boys Don't Cry, que relata como foi a experiência de ter seu filme classificado como NC-17 e como um dos motivos para isso foi o orgasmo de Lana, a personagem de Chloë Sevigny, que os classificadores acharam que foi "muito longo".

Como feminista assumida preciso dizer que logo de cara já adorei o documentário só pela resposta de Peierce: ela fala que no orgasmo de Lana a câmera está focada somente no rosto dela, toda a experiência do sexo é retratada a partir do prazer dela ao receber sexo oral de Brandon, o personagem de Hilary Swank, e que isto visto do ponto de vista de uma indústria predominantemente masculina e predominantemente voltada à um público masculino é muito inquietante. A cena retrata somente o prazer feminino, que é em si só visto como ameaçador. Para Peirce, tudo o que é considerado ameaçador, ou não-familiar, acaba classificado como NC-17.

Há também uma discussão sobre o fato de violência ser muito mais tolerada pelos classificadores do que sexualidade. Isso fica claro em Boys Don't Cry: nenhum comentário foi feito sobre o fato de Brandon levar um tiro na cabeça, que é uma cena bem explícita e violenta, mas duas ressalvas foram feitas sobre a cena do orgasmo de Lana.

Basicamente é um sistema moralisma e puritano. Em teoria o sistema de classificação foi criado para "proteger as crianças", para orientar os pais sobre o que os seus filhos estão assistindo nos cinemas. Então um grupo de pais anônimos se reúne na Califórnia todos os dias para classificar quais filmes são nocivos ou não para as mentes das crianças e adolescentes do país. Não há um método claro, ou um conjunto de regras que ditem o que diferencia uma classificação da outra, isso fica inteiramente a critérios desses pais anônimos, que arbitrariamente decidem quais filmes são próprios em um processo altamente sigiloso.

É nesta falta de critério claro que os filmes com conteúdo homossexual são geralmente discriminados. O documentário compara vários filmes classificados como NC-17 que tinham cenas com conteúdo gay e outros com o mesmo conteúdo hétero, mas que receberam a classificação R ou até PG-13. Jamie Babbit, diretora de But I'm a Cheerleader, fala de como seu filme quase foi classificado como NC-17 por ter uma cena de uma garota se masturbando, completamente vestida, por cima da calcinha, vista de longe, e lembra que na mesma época American Pie estava sendo lançado e continha várias cenas bem mais explícitas de sexo e masturbação, vide a cena com a torta mostrada até no trailler, e foi classificado como R. Eis alguns outros exemplos deste tipo de diferença entre a classificação de filmes gays e héteros:










No entanto não só os filmes com temática homossexual são discriminados, a maioria dos filmes independentes acaba também sofrendo com essa classifcação arbitrária, já que é um sistema que favorece os grandes estúdios. E isso é um ponto bastante tratado no documentário, sobre como de início surgiu o Production Code nos Estados Unidos (uma lista de regras sobre o que se podia ou não fazer ou falar nos filmes que regeu as produções até meados dos anos 50) e depois o Sistema de Classificação o substituiu, mas com o mesmo intuito de proteger os grandes estúdios e assegurar o público de que o cinema americano continuava tão "limpo" quanto antes.

O contexto histórico e político dessas épocas foi muito importante, e o documentário considera este fator. De novo a pergunta: o que isto tudo tem a ver com lésbicas e gays? A maioria absoluta dos filmes que apresentam homossexualidade [de maneira positiva] vêm de produtoras independentes, que sofrem tremendamente com este monopólio institucionalizado dos grandes estúdios (controlador de cerca de 90 a 95% de toda produção de mídia nos Estados Unidos).

Na sua maior parte é um documentário bem envolvente e eu como fã incondicional de documentários gostei bastante, ainda mais pelo grande número de entrevistados do cinema queer e alternativo.
Só uma coisa não me agradou muito: o diretor Kirby Dick (esse aí embaixo) contratou uma dupla de sapas como investigadoras particulares para tentarem juntos descobrir a identidade secreta das pessoas responsáveis pela classificação dos filmes e essas partes do documentário acabam atrasando um pouco o andamento do filme. É uma meta-história na verdade, onde ele retrata o processo de classificação do próprio documentário, como recebeu um NC-17 e tentou inutilmente apelar junto à Comissão de Classificadores. Realmente não gostei muito desses trechos do filme, mas as outras partes compensam e no geral ele é bem informativo.


O documentário é bem atual (2006 ainda é considerado atual?) e fácil de ser achado pela internet. As legendas estão disponíveis no opensubtitles.

01 maio 2008

"If These Walls Could Talk 2": 3 relacionamentos lésbicos em 3 épocas diferentes

Eu mencionei este filme no meu último post em relação à minha vontade de um dia engravidar, mas a história, ou melhor, as histórias são sobre muito mais do que isso. O filme se divide em três partes, cada uma numa década, todas sobre relacionamentos lésbicos, e todas se passando na mesma casa em um subúrbio anônimo.

A primeira parte é a mais lenta e depressiva. Se passa em 1961, quando Edith (Vanessa Redgrave) perde sua companheira Abby e tem que, além de lidar com a morte do amor de sua vida, aguentar as injustiças de viver numa sociedade que não reconhece seus direitos. Pra começar ela não pôde nem acompanhar Abby nos seus últimos momentos no hospital, porque, é claro, não era parente próxima.

Pra piorar, a casa que as duas ajudaram a pagar estava no nome de Abby, o que quer dizer que ficará de herança pro sobrinho banana que nem a conhecia direito, ao invés de para Edith, que durante anos considerou a casa como seu lar. Ela nem tem tempo de chorar pela mulher dela, precisa arrumar o lugar pra parecer o mais hétero possível, como se elas fossem só amigas... E é obrigada a ver a mulher do cara passeando pela casa com olhar de águia avaliando e já empacotando os móveis e objetos que quer levar.

É simbólico da intolerância desse período histórico, que logo no começo do filme Abby e Edith assistiam ao filme The Children's Hour no cinema, um dos únicos filmes a tratar do tema da homossexualidade nos anos 60, mas que em compensação termina com a protagonista interpretada por Shirley MacLaine se matando por não conseguir viver com esse sentimento. A sensação que fica desta primeira parte de If These Walls Could Talk 2 é de completa impotência face à uma sociedade intolerante e injusta.

A segunda parte é bem mais dinâmica, se passa em 1972, e agora quem habita a casa de Abby e Edith é um grupo de amigas feministas lésbicas que estudam na mesma universidade. Esta parte do filme retrata uma época de um feminismo um tanto quanto radical, por um lado temos o grupo de feministas da universidade, que quer expulsar as lésbicas por achar que a inclusão destas no grupo prejudica seus objetivos maiores de luta pelos direitos das mullheres como um todo.

Por outro lado, quando Linda (Michelle Williams) se apaixona pela butch Amy (Chloë Sevigny), ela tem que enfrentar um forte julgamento e preconceito das amigas feministas, que não compreendem porquê alguém ainda sente necessidade de vestir roupas masculinas para se identificar como lésbica. Temos que lembrar que foi nessa fase que as feministas mais radicais eram contra até a idéia de prazer por penetração, e diziam que qualquer uso de "brinquedos" para esse fim era um resquício da mentalidade patriarcal dominante. Já vi alguns documentários falando deste período controverso e de toda essa discussão interna entre as ativistas.

Enfim, assunto complicado eu sei, mas o filme ilustra bem até que ponto o radicalismo dessa época foi injusto. As amigas de Linda encaram as butches do bar lésbico local como figuras dinossáuricas, resquícios de uma época patriarcal em declínio, onde a mulher lésbica teria que necessariamente se identificar como homem para fazer sentido de sua sexualidade.

Elas implicam com as roupas de Amy, fazem-na tirar sua gravata, e a incomodam até que ela concorda em vestir uma blusa mais feminina. Um comportamento intolerante que não combina com o discurso liberal, e é notado apenas por Linda, que aos poucos supera o próprio preconceito e aceita o fato de estar atraída por Amy, do jeito que ela é. If These Walls Could Talk 2 merece o mesmo mérito de Bound, por apresentar a identidade butch de forma sensual, como é o caso de Amy no filme. No entanto, ao mesmo tempo que faz isso com a Chloë Sevigny, todas as outras butches do bar são horrendas, puros clichês ambulantes, mas pelo menos a personagem dela consegue fugir desse estereótipo e é ela que tem o papel mais importante nesta parte da história.

Um detalhe interessante é que uma das amigas de Linda, Jeanne, é interpretada por Natasha Lyonne, que também interpretou a protagonista de But I'm a Cheerleader. Neste último as duas também representavam amigas, só que Michelle Williams fazia a hétero que ajuda a família de Lyonne a mandá-la para o acampamento anti-gay.




A terceira parte se passa no ano 2000, com o casal Fran (Sharon Stone) e Kal (Ellen DeGeneres) e sua tentativa de engravidar. Enquanto que as duas primeiras partes lidam mais com influência e preconceito externos nos respectivos relacionamentos, esta última parte lida mais com as questões íntimas do casal. A história gira apenas em torno das duas e das dificuldades de se ter um filho em uma relação lésbica.

Por ter essa característica mais intimista, a história é bem tranquila, com algumas cenas cômicas, e sem muito drama. Temos a oportunidade de ver vários momentos do casal como o ritual de ir ver as crianças brincando no parque e sonhar com o filho delas.

Na verdade eu sempre torço um pouco o nariz para enredos sobre gravidez e lésbicas, porque é muito fácil cair em clichês e realmente não tenho paciência pra ver mais uma batalha judicial ou mais uma briga por esperma ou algo nessa linha. Não vou entrar muito nisso aqui, acho que vou falar mais desses problemas quando comentar Chutney Popcorn, que realmente foge desses estereótipos, mas vale dizer que If These Walls Could Talk 2 lida bem com a temática e até que evita os clichês mais comuns desses enredos.

Sim, elas procuram esperma. Mas isso é tratado com bom-humor e os diálogos retratam bem a frustração de não poder fazer um filho apenas do amor de duas pessoas. E ao invés de cair na armadilha de dessexualizar mães lésbicas [muito comum e frustrante], o filme mostra de maneira super saudável a vida sexual delas e como é afetada por essa empreitada.

Aliás, esse é um ponto forte do filme como um todo, tem várias cenas de sexo bem feitas. Tudo bem, eu admito que sou suspeita pra falar, já que eu adoro a Michelle Williams, a Chloë Sevigny, e AMO a Ellen DeGeneres... mas mesmo que não fosse fã delas eu ainda consideraria o filme muito bom.

If These Walls Could Talk 2, Desejo Proibido como foi chamado no Brasil, foi produzido pra HBO em 2000 e eu tive a sorte de comprar o DVD numa promoção do Submarino por R$9,90... ok, podem morrer de inveja.... Mas é fácil achar ele pela internet, e as legendas podem ser encontradas no opensubtitles.com